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Medicina do Trabalho 10MT10 · Saúde ocupacional em Goiânia

Espirometria ocupacional em Goiânia

A espirometria mede quanto ar o trabalhador consegue inspirar e expirar e com que rapidez. No exame ocupacional, ela acompanha a saúde dos pulmões de quem respira poeiras, fumos, gases ou vapores no trabalho.

Em resumo

A espirometria é um teste não invasivo: o trabalhador respira em um bocal conectado ao aparelho, enche os pulmões e sopra com força. O traçado mostra se a capacidade e o fluxo de ar estão dentro do esperado para a pessoa e permite acompanhar mudanças ao longo dos anos.

Quando a empresa precisa

A espirometria costuma estar no PCMSO de setores em que o trabalhador inala partículas ou vapores, e sua indicação nasce do inventário de riscos do PGR. Exemplos frequentes em Goiânia e região:

  • Construção civil, com poeira de cimento, sílica e serragem.
  • Marcenarias e indústrias de móveis.
  • Soldagem, pintura e serralheria.
  • Agronegócio, com poeira de grãos e aplicação de produtos.
  • Usuários de respirador, em conjunto com o programa de proteção respiratória.

Como a MT10 conduz

  1. A empresa informa a função e o agente respiratório de exposição.
  2. Passamos ao trabalhador as orientações de preparo, como evitar tabagismo e refeição pesada antes do teste.
  3. O técnico explica a manobra e repete o teste até obter um registro de qualidade.
  4. O médico do trabalho analisa o resultado, compara com exames anteriores e registra a conclusão no ASO.

Pontos de atenção

  • O resultado só tem sentido se for comparado com o anterior: guarde todos os exames no prontuário.
  • Uso de broncodilatador, resfriado recente e cansaço podem interferir. Avise o médico.
  • Alteração no exame não indica, sozinha, uma doença. O médico pode pedir exames complementares, como o raio-X de tórax padrão OIT.

Preparo, disponibilidade e prazos de cada exame são informados no agendamento. Muitos exames exigem pedido médico ou indicação do médico do trabalho.

Dica para o RH

Agrupe os exames respiratórios por setor e agende no mesmo dia do clínico: isso reduz o tempo fora da produção. Ao revisar o PCMSO, confirme se todas as funções expostas estão contempladas. Mais opções de procedimentos estão em exames complementares.

Quem não deve esperar

Trabalhadores que sentem falta de ar, tosse que não passa, chiado ou cansaço fora do comum devem relatar os sintomas ao médico no exame, e não apenas esperar a data do periódico. A espirometria é uma ferramenta de acompanhamento, e a avaliação clínica define a necessidade de investigar outras causas, inclusive não ocupacionais.

Erros comuns

Mesmo sendo simples, a espirometria depende de colaboração e de condições adequadas. Os deslizes mais frequentes são estes.

  • Agendar o teste de trabalhadores com sintomas gripais ou crise respiratória em andamento.
  • Não orientar o colaborador a evitar fumar e tomar broncodilatador antes, quando o médico recomendar.
  • Guardar apenas o laudo final, sem o registro das curvas, que permite comparar exames ao longo do tempo.
  • Deixar de incluir novas funções expostas no PCMSO quando o processo muda.

Base normativa e acompanhamento

A realização da espirometria ocupacional decorre do controle médico previsto na NR-7, combinado com o reconhecimento da exposição no PGR. O médico define quem faz o exame, quando e com qual periodicidade. Em muitos casos, o teste é feito na admissão, para formar uma referência, e repetido no periódico para observar mudanças. Também pode ser pedido no retorno de afastamentos respiratórios e na mudança para função com maior exposição.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre espirometria

Quem precisa fazer espirometria no trabalho?

Quem é exposto a poeiras, fumos, névoas, gases ou vapores, conforme o inventário do PGR e o PCMSO. O médico coordenador define a lista de funções e a periodicidade.

O exame exige esforço do trabalhador?

Sim, é preciso soprar com força em um bocal, seguindo as orientações do técnico. Por isso a colaboração é essencial para um resultado confiável.

Quem está resfriado ou com crise respiratória pode fazer?

O ideal é reagendar, pois sintomas agudos alteram o resultado. O trabalhador deve avisar no agendamento e o médico orienta a melhor data.

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